TEMPO E GRAU DE DIFICULDADE COMO CRITÉRIOS DE RATEIO DOS CUSTOS INDIRETOS NA PRODUÇÃO DE MÓVEIS SOB MEDIDA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47179/abcustos.v16i1.575

Palavras-chave:

Custeio por Absorção. Custos Indiretos. Grau de dificuldade. Esforço de produção. Móveis sob medida.

Resumo

Este estudo objetivou analisar se a atribuição de pesos por grau de dificuldade pode ser considerado um critério válido para rateio dos custos indiretos de produção, comparativamente ao tempo de fabricação, por meio de estudo de caso numa microempresa fabricante de móveis sob medida. A coleta de dados ocorreu mediante verificação documental, observação não participante e indagações diretas ao sócio proprietário e sua equipe. Para as análises, aplicou-se o modelo de Custeio por Absorção, cujos resultados indicam que nos meses analisados houve variação dos custos atribuídos a cada móvel fabricado, em função dos critérios adotados, mas para os projetos individualmente essa variação não é superior a 11,6%. Também, manteve-se a ordem de produtos com mais custos indiretos, tanto em valores absolutos quanto percentuais, o que sugere pouca variabilidade financeira entre os critérios e demonstra que o conhecimento do proprietário quanto à complexidade do processo produtivo (grau de dificuldade) pode ser considerado um parâmetro válido para apropriação dos custos indiretos dentro do Custeio por Absorção. Contudo, houve maior dificuldade de operacionalização pelo tempo de fabricação, devido à necessidade contínua de anotações. Indiferente do critério adotado, os preços de venda praticados permitem uma lucratividade alinhada às expectativas do gestor, sendo que, segundo ele, ambas as técnicas fornecem base informacional para melhorar a tomada de decisão.

Biografia do Autor

Ana Paula Stuhlert, Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (UNIDAVI)

Pós-Graduação em Gestão de Custos pelo Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí – UNIDAVI
Auxiliar Contábil

Altair Borgert, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
Professor na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC

Emanuele Engelage, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Doutoranda em Contabilidade pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Integrante do Grupo de Gestão de Custos (GGC) do Programa de Pós-Graduação em Contabilidade (PPGC) da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC

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Publicado

2021-04-30

Edição

Seção

Artigos e resenhas