GESTÃO DE CUSTOS INTERORGANIZACIONAIS: FATORES INIBIDORES EM EMPRESAS DO SETOR MOVELEIRO DO DISTRITO FEDERAL

Autores

  • Rafael Araújo Sousa Farias Universidade de Brasília (UnB)
  • Valdirene Gasparetto UFSC

DOI:

https://doi.org/10.47179/abcustos.v14i2.530

Palavras-chave:

Gestão de Custos Interorganizacionais. Fatores Inibidores. Setor Moveleiro. Gestão Estratégica de Custos.

Resumo

Este artigo analisa os fatores que inibem a prática da Gestão de Custos Interorganizacionais (GCI) em empresas do setor moveleiro do Distrito Federal. Participaram do estudo três empresas: uma fábrica de móveis, uma madeireira e uma loja de móveis. Conduziram-se entrevistas em profundidade, e os dados foram analisados mediante as técnicas Análise de Conteúdo e análise da tendência; e Intensidade de concordância quanto aos constructos, de modo a analisar os relacionamentos entre as empresas quanto aos fatores inibidores identificados na literatura. Os fatores inibidores: falta de gerenciamento voltado ao longo prazo, dependência de aprendizagem mútua, dificuldades relacionadas à integração de informações entre as empresas, nível insuficiente de dados compartilhados, ausência de conhecimento especializado e programas de educação voltados aos funcionários, desequilíbrio entre ganhos de curto e longo prazo, sistemas de GCI muito complexos e design do modelo da GCI mal elaborado foram apontados como presentes nos relacionamentos analisados. Conclui-se que a compreensão dos relacionamentos, a percepção de que as empresas estão interligadas, e o fato de conhecerem os processos e atividades das demais favorecem a GCI. O bom relacionamento facilita a comunicação, a resolução de problemas e as negociações entre as empresas. Questões relacionadas à economia e à legislação interferem nos fatores inibidores da GCI. Há fatores condicionantes da GCI que, para serem atingidos, precisam superar mais de um fator inibidor. Conclui-se, ainda, que há dificuldade de as empresas consideradas “não importantes” constituírem relacionamentos em longo prazo. Por fim, a falta de profissionais especializados em abordagens interorganizacionais não impossibilita sua aplicação.

Biografia do Autor

Rafael Araújo Sousa Farias, Universidade de Brasília (UnB)

Graduado em Administração pela UniNovafapi - Certificado Fundação Getúlio Vargas - FGV; Graduado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Piauí - UFPI; Mestre em Contabilidade pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC; Doutorando em Administração pela Universidade de Brasília - UnB; e Contador CRC/DF.

Valdirene Gasparetto, UFSC

Professora associada da Universidade Federal de Santa Catarina, atuando no Departamento de Contabilidade, na graduação e no programa de pós-graduação. Possui graduação em Ciências Contábeis pela Universidade do Contestado (1995) e mestrado e doutorado em Engenharia de Produção pela UFSC (1999 e 2003). É subcoordenadora do PPGC da UFSC desde o ano de 2013. Membro do Núcleo de Pesquisas em Controladoria e do Núcleo de Pesquisas em Controladoria e Sistemas de Controle Gerencial, ambos da UFSC. É autora de artigos publicados em periódicos e trabalhos divulgados em anais de eventos científicos. Tem experiência na área de Ciências Contábeis, atuando principalmente nos seguintes temas: contabilidade gerencial, custos para tomada de decisões e gestão em cadeias de suprimentos.

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Publicado

2019-08-26

Edição

Seção

Artigos e resenhas